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Todos os textos e direitos autorais dos mesmos partencem à Fêmea |
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A Fêmea: Mulher sem pudores e sem vergonha
Idade: Livre de preconceitos
Lugar: Qualquer um que inspire uma boa estória
Gosto de: Provocar a imaginação alheia
Escuto: Música sensual para tirar a roupa bem devagar
Glorybox - Posthead
DECLARAÇÃO
Ainda que não acreditasse, ainda que duvidasse e quisesse ouvir verdades inexistentes, ele era único e ela o amava de um jeito visceral. Por isso partiu naquela viagem para Atenas e aventurou o mundo tentando apagar suas impressões.Porque a distância do cheiro, a ausência de suas mãos invadindo as entranhas mais íntimas, o jeito de homem olhando com desejo suas cavidades, a química de suas bocas descobrindo saliências e percorrendo todos os prazeres em um só; a amizade implícita na cumplicidade dos afetos; a falta de sua presença opinando seus sonhos e preenchendo seus dias de um jeito singular, doía a mais dolorida das dores. Precisava de distância para digerir os sentidos sem razão.
Algumas transas vadias com outros homens por mero instinto animal e ele se mantinha imbatível na habilidade de proporcionar os melhores orgasmos e as maiores sensações de prazer ao corpo dela. Foi dele o primeiro anal, indolor e gostoso. Intenso e delicado. Afetivo e selvagem. Indefeso e irrecusável. Sua bunda despretenciosamente adormecida no abraço dele após uma foda daquelas; o beijo inocente acordando a madrugada; o sarro indecente esfregando o cacete e provocando a imaginação; as mãos dele sabiamente encharcando carícias frontais; o beijo engolindo vontades e a química explodindo a invasão; pau deslizando em suas costas a espera da permissão. A bunda escancarada pedindo penetração. O tesão incontrolável rasgando barreiras e invadindo de uma só vez suas costas. Ele engatado nela, grudados num rebolado traseiro, excitante, elouquente, cada vez mais forte, penetrando fundo, metendo forte, acelerado até o jato escorrer sensações meladas de prazer. Foram inúmeras as vezes em que se tocou pensando nele e desejou os arrepios daquele corpo ao invés de seus dedos. Também foi dele o primeiro conto erótico, a primeira vez em que sentiu o cio de fêmea aflorar, o primeiro e verdadeiro sentimento de querer alguém além do que se deve querer.
Gozo engolido e cuspido feito fogo, milimetricamente planejado para ferir aquele que, seis anos após o primeiro olhar na escada rolante do shopping, ainda era único em seus poros. Atirou no peito dele frases feitas para magoar. Saudade, medo, tpm, desatino. Sabotagem da própria felicidade porque tudo estava perfeito demais. Ele entregue, carinhoso, dengoso. Ela entregue, carinhosa, dengosa. Os dois num reencontro como não se permitiam viver fazia tempo. E ela estragou tudo num gesto verborrágico e egoísta. Ele precisava de colo e ela não percebeu. Segurou o choro quando ouviu num sussuro " não briga mais comigo. É muito ruim! ". Despencou as lágrimas assim que o carro dele partiu.
Não era apenas um caso do acaso regido por sexo casual, como fez questão de gritar em letras grifadas. Havia sentimento, carinho, respeito, admiração, torcida por sonhos e a cumplicidade implícita em gestos de atenção. Era dele seu coração, seu sexo, seu corpo e suas mais incríveis lembranças de dias felizes. Ainda que ele não acreditasse, mas no fundo soubesse, os outros eram apenas corpos passeando na pele dela sem marcas ou registros profundos. Ele não. Era único desde o primeiro instante.
ps: Sorry se te magoei.....
Mordidas e Lambidas
Fêmea
¤ Sussurrado por Fêmea
Olá, Crianças!
# Instigue também:
Sábado, Dezembro 31
Me perdoem a falta de tempo mas vocês sabem como sou. Um dia aqui outro ali e no próximo só Deus sabe onde estarei.
Aos de casa, um cheiro safado de saudade. Aos novatos, uma bebida para começar a leitura. Fiquem a vontade e vasculhem tudo o que quiserem por aqui, sejam meus convidados!
SURPRESA
"Isso é loucura", pensava sozinha. Em pouco tempo estaria com ele numa decisão de impulso. Sabia que o mais ajuizado era não ir. "E desde quando o juízo me cabe?", riu debochada.
Sentou na orla com o vestido frente única esvoaçando os cabelos, perfume francês nos poros e uma taça na mão. O celular tocou. Sorriu. Duvidou que seus olhos pudessem vê-la ao vivo e a cores. Vestiu a bermuda apressado, uma camiseta fresca e correu para o bar. Admirou de longe a morenice sedutora sugando a bebida com classe. Tremeu por dentro. Queria tocá-la, beijá-la, abraçá-la e comer cada pedaço daquela pele num gesto louco e frenético de querer. Avançou os passos sorrateiro. Sorpou a nuca e tocou a cintura para virar o corpo. Foi recebido com um abraço apertado e uma mordida na orelha pelo atraso de cinco minutos.Os corpos grudaram. Os lábios se tocaram e o ventre entrou numa fusão completa. Havia uma querência de peles no ar. Havia querência de querer aspirando o ambiente junto com olhares transpirando prazer.
"Ela veio." pensava incrédulo. "Deu tempo de chegar" pensava incrédula.
Os fogos estouraram pontualmente à meia noite enquanto uma explosão química estourava sensações deliciosas. A garrafa de champagne estava aberta. O corpo molhado em misturas de fluídos pedia celebração. Num canto escuro da praia, enquanto todos festejavam a entrada do ano, eles entravam no ritmo de vai e vem das marés. Era ano novo, tudo era novo, até mesmo a sensação do corpo dele com cheiros e gostos derramando luxúria dentro dela. Ficaram ali abraçados, admirando os fogos, refastelados da loucura, agarrados naquele momento que em poucas horas seria apenas lembrança.
Pegou as sandálias sem acordá-lo. Embrulhou a calcinha ainda úmida e colocou no bolso dele. Era seu presente de ano novo. Sabia que as adversidades da vida não permitiriam um novo encontro tão cedo. Precisava partir antes que a lágrima borrasse o instante. Desenhou um coração na areia e dentro dele escreveu "Meu ano começou feliz por sua causa".
E de repente 2006 vem chegando com a mesma velocidade de sempre. Em pouco tempo os dias passarão mais rápidos e quando olharmos veremos outro ano varrendo a vida, por isso não espere amanhã, seja feliz hoje, faça loucuras hoje, permita-se a luxúria do tesão porque amanhã pode ser que seus desejos mais íntimos evaporem na lucidez do cotidiano, no marasmo dos problemas domésticos, no vazio das vidas vulgares.
Para todos que aqui passeiam, um cheiro na nuca, um beijo levado e um carinho leviano para o próximo ano trazer surpresas agradáveis aos instintos no cio.
Mordidas e Lambidas
Fêmea
¤ Sussurrado por Fêmea
AFINIDADES
# Instigue também:
Domingo, Setembro 25
Dois anos, e o jeito de me encarar os olhos e sugar a boca na saliva do tempo continuam imutáveis.O cheiro de homem transpira o sorriso sacana que se esconde atrás dos lábios. "Vontade de morder essa boca ", penso enquanto ele executa a leitura da minha mente como se o tempo estivesse congelado no passado. "Ainda conhece minha alma, esse safado!".
A lingerie preta que realça os seios e enterra a cavidade anal com um pequeno fio de audácia (intencionalmente comprada para instigá-lo) atiça embaixo da roupa a vontade de suar a pele e beber o gosto de sabores inesquecíveis. Uma inundação de desejos molha as peças íntimas e descompassa o pulso no meio das minhas pernas. Vontade misturada de carinho explodindo a química encubada num amasso apertado e gostoso, quase sem fôlego.
- Pensei em te levar p/jantar mas a verdade é que prefiro te comer!
- Assim na lata? - afago sua nuca e uma gargalhada se espalha no carro pelo dejavu proposital.
Seguimos a direção premeditadamente conscentida e o antigo lugar atravessa o caminho nos acolhendo num refúgio perfeito.Estamos sós. Nós, e a saudade reprimida em bagagens de viagens amarrada de entrelinhas nunca ditas.
A máquina surge arteira. É uma digital pequena, potente o suficiente para registrar a fundo o ensaio privê dirigido por ele."Esse puto continua a me dominar" penso entre poses ousadas. Gosto do jeito como me adestra. Tem pegada de macho, atitude de homem, decisão de quem sabe o que quer e como conseguir. Doma minha fera e a faz cadela. Aberta, exposta, volúvel, entregue na direção de sua pornografia. "Minha vez" puxo o brinquedinho enquanto ele alisa o isntrumento de prazer. A boca segue sozinha para cima dele e a máquina já não me interessa mais. Lambidas, leves mordidas ao redor, saliva, e o olhar pedindo para ser penetrada. Conhece como poucos o jeito certo de me instigar e o ponto de me excitar com loucura.
De quatro - manda e eu obedeço. A calcinha preta se afasta de lado, os cabelos soltos enredam seus dedos, a outra mão toca meus seios, arrepio presentindo a invasão. Me fode de uma só vez e sussurra no ouvido como quem acalma um animal assustado. Remexo, requebro e uma batida ardida ferve na bunda. Tem mãos deliciosamente hábeis. Me vira, enterra, me olha e sorri dizendo meu nome ofegante. As unhas cravam no lançol e os poros contorcem o espasmo do gozo pressionado ele dentro de mim em pulsos vaginais apertados.
Rimos. Bobos e exaustos. Famintos. Saudosos. Sexualmente afinados.
Tento roubar a máquina p/apagar o ensaio fotográfico.
- Agora é tarde! - brinca tirando da minha mão.
- Pode ir apagando tudo - digo séria.
- E perder a chance de matar as saudades desse lugar delicioso? Nem pensar ....
- Bobo ...
- Não me bastasse o seu ensaio nu em terras gregas, agora tenho esse, só meu, para deliciar as noites solitárias.
- Então me beija pq é o preço mais barato que posso fazer por você!
E deixo o objeto de metal guardar os registros porque no fundo sei que é minha a impressão vaginal gravada nele e dele a impressão digital gravada em mim. A máquina é apenas o reflexo dessas imagens. Afinidades que nem o tempo consegue apagar.
Mordidas e Lambidas
Fêmea
¤ Sussurrado por Fêmea
GP
# Instigue também:
Domingo, Agosto 21
Pegou a credencial de acesso livre ainda duvidosa do programa. Não entendia nada de carros, pilotos e motores, mas a paixão profissional valia o risco de parecer filha anã de Frankstain se comparada à exuberância das mulheres da Fórmula 1. Vestiu o boné no cabelo preso, frente-única turquesa decotando os seios, pele bronzeada de estima, jeans sem calcinha e sem intenção de provocar, cheiro suave no corpo e estava pronta para ser um peixe fora d'água em nome do trabalho!
Atravessou o padock e suas cores movimentadas quando o salto tropeçou um tombo. Riu amarelo em todos os idiomas. Queria abrir um buraco no chão e se esconder. A sala de imprensa e seus jornalistas frenéticos acelerando as notícias em teclados nervosos pareceu um refúgio perfeito. Abaixou o dorso perto da entrada para limpar o joelho expondo um pedaco da cintura emoldurando a bunda. Mãos geladas tocaram a pele amostra num pedido de licença, e antes que desculpas fossem ditas, um magnetismo desconcertante impregnou o ar.
- Precisa de ajuda?
- Foi só um arranhão no joelho. Levantou com o decote no campo de visão arrepiando intenções maliciosas. Algo o seduziu de um jeito imoral. Ele, jornalista tarimbado de circuitos internacionais, acostumado à visões bem mais sinuosas que as curvas a sua frente, tinha a concentração derrapada na leveza daquele sorriso anônimo.
- Preciso achar a área Vip antes que o GP acabe! - riu humorada desarmando os olhares.
-Te levo se me deixar colocar um band-aid nesse machucado!
-Sem mercúrio? Acho que posso suportar! - devolveu o flerte na voz sorridente.
Andaram um corredor pequeno falando amenidades até uma sala afastada. Um beijo safado foi roubado dela assim que a porta se fechou. "Que loucura!", pensavam os lados racionais. "Que beijo!",explodiam razões sexuais. Não era apenas um encontro de bocas vadias num pitstop qualquer. Era química de combustíveis aquecendo motores e engolindo o fôlego, sorvendo cada canto de boca num enrosque de línguas bem encaixado de molhar as partes e latejar o pulso. Desfez o laço da frente-única aprisionando os braços acima da cabeça e deixando os seios totalmente a mercê de seus carinhos. Ela contorceu.Ele lambeu em volta, mordeu o bico arrepiado e chupou com vontade. Ela roçava a perna para senti-lo duro num carinho estimulante. Beijaram na boca com mais fome, mãos libertas brincando de descobrir embaixo das roupas. Sentiu a maciez da bunda livre de calcinha e enlouqueceu. Sentiu a boxer apertando o membro e libertou a agonia com seus dedos carinhosos. Tocaram-se encostados na porta num amasso perfeito de ritmos e gestos. Sentiam o prazer na ponta das mãos. Ele enfiou os dedos fundo, ela rebolou neles, abraçou seu corpo por baixo da blusa, arranhou sua pele de leve e sussurrou no ouvido um gemido de gozo gostoso. Sorriu. Inverteu a posição abrindo a calça e chupando com sede de leite a glande, virilha, sacos, pelos até engolir o pau inteiro pressionando com os lábios a sucção voraz. Ajoelhou-se sem importar o arranhão do tombo. Posição submissa punhetando ao mesmo tempo que chupava. Olhar safado dentro dos olhos dele até que sua cabeça foi pressionada num vai e vem acelerado. Sentiu o gozo aproximar, chupou mais veloz, mãos alisando outras partes explorando cantos de prazer. Um jato desceu com força pela garganta e ela limpou cada gota com gosto. Estremeceram.
- Que loucura! - riram ajeitando as roupas.
- Adorei o band-aid! - falou com ironia sincera enquanto beijava o pescoço num abraço de despedida.
- Espera .... segurou sua mão. Me dá seu telefone? Seu nome ....um beijo ...
- Ela riu. - fechou a porta sem resposta. Esquecera a credencial propositalmente lá.
Dias depois um pacote de bandaid importado chegava em sua casa com um bilhete provocante de jantar.E de repente os assuntos automobilísticos já não pareciam mais tão enfadonhos.
Mordidas e Lambidas
Fêmea
¤ Sussurrado por Fêmea
VONTADE
# Instigue também:
Quinta-feira, Julho 21
Quero uma boca!
Que cole os encaixes dos meus poros em melodias sub-linguais.
Quero mãos!
Esfregando as entranhas da carne e despindo a sensatez em doses generosas de loucura.
Quero a respiração!
Ar rarefeito e arfante que me arde o sangue quado entrego o ventre, aberto, exposto, ilícito, molhado, explicitamente oferecido.
Quero apenas teu ser!
Num jogo embolado, alucinado, emaranhado, enredado e seduzido no meu querer.
Quero brincar de te envolver ....aceita o jogo? rs
Mordidas e Lambidas
Fêmea
¤ Sussurrado por Fêmea
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